Se é difícil pra nós, é mais difícil pra eles…

Today’s music: “Lighthouse Family – High

Não há como negar que a vida gay tem vários pontos positivos, como a diversão sem fim, a espontaneidade, etc (que fique claro que não são características exclusivas, hein?).

Mas também tem muitos aspectos negativos, como a discriminação… e mais difícil ainda é a dificuldade de aceitação dentro da própria casa. Eu ainda não sou assumido, então não sei exatamente qual a sensação de ser rejeitado pelas pessoas nas quais você mais confia, desde sempre. Mas imagino que seja muito difícil… E por esse motivo admiro tanto os gays que têm a coragem de se assumir para a família e para o mundo!

Na minha imensa ingenuidade (ou otimismo, quem sabe?), penso que tamanha dificuldade de aceitação do diferente se dê principalmente por falta de informação (ou ignorância, como queiram) sobre o assunto. E principalmente curiosidade sobre pontos menores, como estilo de vida, personalidade, caráter, dentre outras coisas, que tornam o filho gay tão diferente (ou não!) do filho hétero.

Eu imagino que saber da orientação homossexual do filho seja um golpe muito duro, e por vezes inesperado aos pais . Quando um filho nasce homem, por exemplo, os pais esperam, ainda que inconscientemente, que ele corresponda à estrutura heterossexual que a sociedade impõe como “correta” ou “normal”. São esperanças de namoradas, esposa, filhos, família, aceitação social… como se fossem projeções pessoais naquela criança que chega ao mundo. E essas expectativas se reforçam a cada dia, durante anos. Então chega um momento em que, com apenas uma frase, o filho desconstrói por completo todas essas expectativas que os pais projetavam há tanto tempo nele. E acho que é por isso que o choque é tão grande. O mesmo serve para as meninas!

Depois do impacto inicial, surgem curiosidades sobre esse “novo mundo” que se revela diante deles… e que eles se vêem forçados a conhecer. E este é o motivo deste post!

Eu gostaria de me disponibilizar pra responder quaisquer dúvidas que os pais (ou quaisquer outras pessoas) tenham sobre a vida gay, e que se sintam inseguros ou desconfortáveis de perguntarem para os próprios filhos. Pode ser qualquer pergunta mesmo! E sintam-se à vontade pra manter o anonimato. E podem também deixar as perguntas aqui mesmo, nos comentários, ou encaminhar pelo email (duolivng@hotmail.com). Ah, por favor, deixem claro pra onde eu posso encaminhar a resposta, ok?

Não sou médico, nem psicólogo, nem nenhum profissional dessa área. Mas sou alguém que tem a visão de “dentro” do mundo gay. E que talvez possa facilitar a “re-integração” do filho gay na família.

So, ENJOY!

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