Archive for the ‘ Heresias ’ Category

Onde está Wally?

Swinging with Eric Hutchinson – Rock & Roll

Pra quem já viu BBB alguma vez na vida, ou sabe quem é o Max Porto, que fique claro que eu acho ele lindo, charmoso, stylish, divertido, adoro ele, torço por ele, ovulo quando ele aparece e tenho CERTEZA que vou oferecer casamento quando ele sair da casa. Mas…

É da família.

É da família.

… dá pra negar a semelhança?

Pó pará de procurá, gente… o Wally tá na casa!

PS: Garanta seu tônus abdominal (i. e, barriga tanquinho) com uma visita diária ao Big Bosta Brasil… Mesmo pra quem ODEIA BBB, esse blog é hilário!

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Caso Isabella – parte 1

Music to seek justice: Madonna – 4 Minutes to save the world

 

É… todo mundo tá falando dela, eu também vou falar. Mas eu quero falar de outros pontos, nos quais nem todo mundo está pensando. Sim, é um fato absurdo. Sim, é revoltante. Sim, queremos Justiça. Mas calma lá! O que se percebe da população não é exatamente uma busca por Justiça. O que eu estou vendo é a busca por um bode expiatório, alguém que seja punido, culpado ou não, simplesmente pro caso ficar solucionado.

Analisemos a postura do meu pai (que eu acho que reflete, em termos, a postura geral): segundo ele, os pais da garota deviam ser executados e o juiz desse caso também devia. De acordo com a opinião dele, este se trata de um crime hediondo, e a simples suspeita sobre alguém já devia ser punida com a reclusão desse alguém. Isso já aconteceu um dia. Sabe quando? DURANTE A DITADURA! Todos os direitos fundamentais que todo mundo lutou pra garantir, meu pai quer derrubar por causa de UM caso.

O que estão dizendo sobre a justiça ser muito devagar tem um motivo, galerinha (to falando desse caso em particular). O que o Judiciário está tentando fazer é buscar a verdade REAL do que aconteceu. Não o que PARECE ter acontecido. Já imaginou o que viraria do mundo se todo mundo fosse julgado pelo que PARECE ter acontecido? Deve-se levar em conta que uma condenação muda a vida de uma pessoa, e não deve ser dada a torto e a direito.

Ainda nem se provou que foram mesmo os responsáveis pela menina que a mataram, e todo mundo já sentenciou o casal à pena de morte. Julgaram baseados nas informações que a Rede Globo passou sobre o fato. Peraê, REDE GLOBO? Sabemos que ela não é nenhum exemplo de imparcialidade, não é mesmo, minha gente? Se ficar provado que foram os pais da garota que a mataram, então sim, buscaremos uma punição justa. JUSTA! Não qualquer crueldade que satisfaça aos clamores de sangue da população. Quer sangue, queridinho? Volta em Roma e compra ingresso pro Coliseu. Hoje, eu prefiro acreditar que a sociedade está um pouco mais evoluída.

A questão da punição justa entra em outros fatores: 

  • Um corportamento cruel por parte de um indivíduo dá o direito de se agir cruelmente para com ele?
  • Se A faz mal a B, isto dá o direito do Estado ou da população fazer mal a A?
  • Qual seria a função da pena na sociedade moderna?

Se for a simples retribuição do mal causado, então tá certo matar o autor do homicídio. Olho por olho, dente por dente, né? Mas, quer uma novidade? Esta teoria está superada há 1.500 anos! Eu, particularmente, sou um minimalista penal e defendo a função ressocializante da pena. Isto significa que eu não acredito no sistema penal atual como adequado a nada na sociedade e a pena devia ter o objetivo de readequar o indivíduo ao convívio social. Acredito que todo indivíduo que comete crime tem dois motivos: ou tem problemas mentais ou é uma vítima do sistema social. Pra resolver, ou ele é submetido a tratamento psicológico, ou são realizadas políticas públicas. Reparou que “prisão” e “pena de morte” não entraram na solução do problema?

Enfim, posturas vaguardistas de tratamento ao ser humano…

O entojo

Pro tema desse post, nada melhor que Sorry, by Madonna

É… pra variar, aquela velha Senhora tá querendo dar pitaco onde não é chamada. Começando do princípio: ontem foi dia mundial de combate à AIDS. Estavam planejando várias ações pelo Brasil, e uma delas ia acontecer no Cristo Redentor. Enfim, a Igreja Católica bateu tanto o pé, que o evento aconteceu com algumas restrições. Não puderam ser distribuídas camisinhas, nem podia falar na palavra “prevenção”.

Perae: Igreja Católica = instituição religiosa. Combate à AIDS = segurança pública. Será que a primeira tem MESMO direito de intervir na segunda?

Eu entendo os motivos da Igreja (pelo menos, os motivos divulgados). Realmente, existir uma ferramenta com a qual se possa fazer sexo seguro, incentiva um pouco à pratica sexual desregrada. Só que ela esquece uma coisa: o problema começa antes. É o desvario sexual que exige a existência de uma proteção, e não é a proteção que gera o desvario sexual. Nos tempos em que a gente se encontra, esperar castidade dos jovens é o mesmo que reduzir os métodos anticoncepcionais à tabelinha. Né?

Mas aqui o erro não é da Igreja. Simplesmente por ser a Igreja Católica, já é esperado que ela seja antiquada, retrógrada e inconseqüente (vide Inquisição, Cruzadas e todos os outros “orgulhos” que ela nos deixou). Não se pode deixar a administração de uma casa ao completo julgamento de uma velha caduca! E é isso que o Governo está fazendo: se sujeitando às exigências de quem não tem um mínimo de reflexão crítica ou responsabilidade.

E a gente sabe que uma coisa dessas não pode acabar bem.

Reflections

 Singing with Colbie Caillat – The little things

(Ih… o post de hoje vai ser muito grande! Adoraria que vocês lessem e comentassem, mas sintam-se à vontade.) Me perdoem os conformados, mas eu adoro discutir religião. Não pra convencer ou ser convecido de nada. Acho fantástico o simples fato do ser humano parar pra pensar em algo maior que ele. É um oásis em meio a tanto egocentrismo. E debater religião é uma forma de incitar esse pensamento mais elevado.

No primeiro post sobre isso, Chico trouxe uns questionamentos interessantes (leia o comentário pra entender o post… ele é muito baseado no que o Chico disse). Eu ia responder em comentário, mas achei que ia dar um artigo legal. (Obs.: Hoje eu falo sobre o básico. Em outros posts a gente discute cada tema com mais profundidade).

  • Não acho que religiões vieram pra dividir. O ser humano tem tendências separatistas, e as religiões infelizmente estão impregnadas desse caráter, mas o fundamento delas não é exaltar essa divisão, e sim criar uma forma do indivíduo se relacionar com o que ele julga ser maior.
  • Partindo da premissa de que a alma é eterna, ter cometido o erro em 1.900 D.C ou em 10.000 A.C. não faz diferença. Afinal, o que são 50 mil anos pra um tempo infinito? Além disso, disseram que a carta era inexistente. Então o erro pode ser mais recente. (Tese interessante: será que o tempo anula os erros?)
  • Se é lamentável pensar que ele foi punido por algo que fez muito tempo atrás, mais angustiante ainda seria imaginar que ele morreu por ACASO. “Ele teve o infeliz azar de cruzar com esses criminosos, que destruíram sua vida, por simples falta de sorte de estar naquela rua, naquele dia.” Será que só eu percebo o absurdo de imaginar tantos eventos trágicos ocorrendo por simples azar? Se o acaso governa tudo, então nada tem sentido! Injusto é pensar que milhões de crianças morrem de fome e frio, milhares de mulheres são estupradas, bilhões de coisas ruins acontecem, e não há causa pra tudo isso. Isso sim é injusto, essa crença no acaso que é lamentável.
  • É patente que esses países citados (Suécia, Dinamarca, Noruega) estão num grau de evolução diferente do Brasil e dos países africanos. Dá pra ver que os problemas que eles enfrentam são muito diferentes dos nossos. Eu, particularmente, acho que são, sim, mais evoluídos. Mas isso é só um “achismo”, sem fundamento.
  • A questão não é que existem lugares de punição. A questão é que as almas no mesmo estágio evolutivo preferem a companhia umas das outras (você mesmo não prefere estar entre iguais?). Então elas formam grupos. É obvio que as almas que passam por problemas semelhantes podem ajudar umas às outras de um jeito muito mais eficaz. Vide Alcoólicos Anônimos e todos esses grupos de apoio. Não é que o Brasil está predestinado a ser um lugar de punições. É que as almas em punição preferem se aglomerar aqui (e se todos nós somos brasileiros, nossa situação não é diferente).
  • Além disso, forçar uma alma atrasada a conviver com almas evoluídas traria desconforto pra ambas as partes. Imagine como se sentiria a Tati Quebra-Barraco na presença da Princesa Diana! Se esse desconforto existe quando a diferença é simplesmente material, dá pra ter uma idéia de como deve ser quando a diferença é espiritual, né?
  • “Então prá(sic) que votar, ser honesto por um Brasil melhor, se aqui é a terra das punições?” Bom… não é porque você tá na lama que tem que agir como porco, né? O Brasil vai melhorar quando as almas que vivem aqui decidirem DE VERDADE que desejam algo melhor. Enquanto a situação for “tá ruim, mas tá bom”, vai continuar assim do jeito que está. Perceba só como estamos todos no mesmo nível: todo mundo reclama da violência pública. Mas quando alguém te fecha no trânsito, você não buzina e xinga? Apesar de reclamar da corrupção no governo, quantas vezes você já furou uma fila? Claro que são níveis diferentes, mas a essência do erro é a mesma. A sociedade só extravaza o que cada um de nós faz de pouquinho em pouquinho.
  • A evolução é individual. Então se você faz a sua parte, com certeza receberá a sua recompensa, independente de onde se encontra. Make no mistakes: os criminosos suecos sofrerão do mesmo tanto que os criminosos brasileiros.
  • A lei de causa e efeito  é, realmente, a Lei do Talião (olho por olho, dente por dente). Mas tem um foco diferente. Na Lei do Talião, VOCÊ é o veículo da justiça para o OUTRO (o outro te rouba, você corta a mão do outro). Na Lei de causa e efeito, cada um é seu próprio veículo de justiça (e, portanto, cada um caminha no seu próprio ritmo).
  • “Divino seria um ser desencarnado, que foi muito mal, voltar e se tornar um rico e honesto empresário milionário e gerar milhares de empregos. Isso sim é reencarnação com um objetivo de ajuda ao próximo.” Aí a gente esbarra em outra questão: o livre-arbítrio. O indivíduo que que ser “muito mal” tem o direito de ser assim. Aqui cabe uma analogia interessante: não adianta quantas vezes você disser pra uma criança “Não coloque os dedos na tomada.”, ela só vai aprender que não pode quando enfiar os dedos na tomada e descobrir que aquilo é ruim. O mesmo acontece com as pessoas “muito más”. Elas precisam descobrir por si mesmas que o mal não compensa e que só traz sofrimento. Enquanto o indivíduo não estiver preparado pra esse entendimento, de nada adianta dizer que o mal é ruim.
  • Outro princípio fundamental: morte não muda ninguém. Se você é “malzinho” encarnado, será “malzinho” quando desencarnar. Então não tem como o desencarnado “muito mal” se transformar em uma pessoa “honesta” por passe de mágica. Pode até ser que essa alma venha numa próxima encarnação como uma pessoa milionária. Mas daí a ser um “honesto empresário e gerar milhares de empregos”, só vai depender da vontade dela. Toda reencarnação tem o objetivo de ajudar o próximo (o que é, no fim das contas, ajuda a nós mesmos). Nós que não seguimos esse objetivo (graças ao livre-arbítrio).
  • Aí você pode pensar: “Poxa… mas então o livre-arbítrio só nos atrasa!”. Pode ser… mas se Deus quisesse que fôssemos todos perfeitos, nós seríamos, né? The point is: se Deus nos faz perfeitos, o mérito disso é Dele. Se nós nos aperfeiçoamos por vontade própria, o mérito é nosso. 😉
  • Nem todo mundo que morre em um mesmo evento cometeu erros entrelaçados e/ou conexos. Pode ser que sim, mas pode ser que não. Um enfarto pode ter inúmeras causas, desde simples exaurimento da energia vital até um suicídio indireto. No fim das contas, isso nem nos interessa… Diz respeito exclusivamente àquela alma, e ela entende (ou entenderá) o porquê das provas que passou.

Ufa… hoje foi demais! Hehe… e os comments discordantes (e concordantes também) ganharão um post de resposta, só pra tornar o debate mais rico.

Pense nisso.

… in misterious ways.

Embalo de terça à noite: “The Corrs & Bono Vox – When the stars go blue

 Essa frase do título do post é o final de um ditado inglês. O ditado completo é “God works in misterious ways” (tradução livre: Deus age de forma misteriosa), que equivale ao nosso “Deus escreve certo por linhas tortas”. Quando alguma coisa acontece “por coincidência”, não se iluda. O acaso tem muito pouco espaço na nossa vida. Quando nascemos, existe todo um planejamento por trás da nossa existência. Esses planos foram todos estudados, analisados, refeitos e moldados, com a nossa participação ativa, para que nossa evolução pudesse se dar da melhor forma possível. Apenas em alguns casos extremos a própria pessoa não participa da organização de sua vida, mas esses casos são uma exceção. Claro que sempre podemos (e geralmente acontece) arrumar outras provações para superar, provações essas não planejadas, mas ainda assim permitidas, pois contribuirão para o nosso avanço.

Abstratamente, essa teoria é muito bonita e simples. Complica um pouco na hora de vermos tamanha providência na prática. Essa complicação geralmente acontece por vermos as situações por um ponto de vista muito estreito. Um exemplo simples: hospital público. Nesses locais, é comum vermos muitas pessoas acomodadas nos corredores e em outros locais não adequados. À primeira vista, parece muito errado e inconcebível o motivo que levaria um médico a colocar alguém num corredor. Mas quando descobrimos que aquelas pessoas só estão ali porque as macas estão ocupadas por pacientes com enfermidades ainda mais graves e penosas, então a situação ganha um contorno diferente, não é? O que antes parecia injusto e “por acaso” já não é mais tão aleatório.

Tomemos, como exemplo mais complexo, o caso do menino João Hélio. Uma crueldade, não é mesmo? Como pode um Ser, que chamamos de Perfeito, permitir que tamanha maldade tenha espaço entre nós? Recentemente, descobri que o caso já tinha uma explicação. Claro que o espírito do garoto ainda não está em condições de se comunicar, mas a equipe espiritual responsável pelo caso permitiu que uma mensagem fosse psicografada, explicando que João Hélio sofrera uma morte tão violenta e aterradora por escolha própria, em expiação a erros cometidos há muito tempo. Disseram que, nos tempos de Roma Antiga, ele fora um empregado do Império investido de altas responsabilidades, e que causara, na época, muito sofrimento a todos que estavam sob seu comando, incluindo os espíritos que, atualmente, estavam encarnados como o bando que assaltou o carro da família e acabou matando o garoto.

Vendo dessa forma, não parece mais que foi tão injusta e fortuita a morte de João Hélio. E da mesma forma acontece com tudo que nos rodeia. Sempre que uma situação parecer muito aleatória e “por coincidência”, devemos nos lembrar que a vida não é um jogo, e que somos assistidos e amparados o tempo todo que estamos aqui.

“Deus não joga dados”, já nos disse Einstein.

 

Edição em 15/08: Vi em alguns sites que existem objeções a esta suposta carta enviada pelo garoto. Os pais não a aceitaram, a notícia é falsa e outras coisas. Whatever! O caso do menino foi só pra ilustrar o post. A idéia principal, e que ainda se mantém intacta, é de que nada ocorre por acaso, tudo tem um motivo, e que nosso ponto de vista é muito estreito pra avaliar adequadamente as situações que acontecem na nossa vida. Um dia a gente entende!

Edição em 27/11: Seguindo por aqui, a gente aprofunda um pouquinho mais no assunto. Good trip! 😉

Temente à PQP!

Winamp playing “Lifehouse – Days go by

O orkut é realmente um mundo extraordinário. É, no mínimo, curioso observar que, numa sociedade virtual, as pessoas se portam de forma muito parecida com a postura na sociedade real. E isto inclui as posturas extravagantes e/ou hilárias dos indivíduos. Uma dessas posturas que só vi ultimamente foi a de “temente a Deus”.

Particularmente, creio que deveríamos mesmo ter medo do Diabo, e não de Deus. Entretanto, o Diabo não existe. Acho, na verdade, que ele é uma criação do Homem, um bode expiatório mais que perfeito para as falhas humanas. É uma característica deplorável essa de tentarmos nos isentar das responsabilidades pelas nossas ações. Por isso, é muito cômodo jogar todas as tentações e quedas do espírito humano para um ser criado exclusivamente para ser o monopolista dos males do mundo. E a coisa não funciona dessa forma. Creio, sim, na influência de certas “dark forces” na nossa vida, mas a escolha final da conduta a seguir é sempre pessoal, independente das influências ou conselhos recebidos.

Então, encontro um indivíduo, ou melhor, uma legião, que se diz “temente a Deus”. E afirma isso como se fosse algo bonito, ou uma virtude mesmo. Jesus, me chicoteia! Na minha religião (Espiritismo), nos é ensinado que Deus é pai. Um pouquinho de História: Moisés, quando encarnado, teve por função nos ensinar a noção de Justiça. Por isso, em seus ensinamentos, a figura de Deus aparece como um General, com a tarefa de punir os “maus soldados”. Jesus veio trazer a noção de Amor. Em sua doutrina, ele elevou Deus à figura paterna, deixando o ranço militar no passado. Portanto, Deus passou a ter um enfoque de amparo e assistência para conosco, e não de punição. Assim, me diz: onde está o medo nessa equação?

Creio mesmo que toda essa “doutrina do terror” tem por base a ignorância, pois todo medo tem, como causa, o desconhecido. Uma vez que o motivo plausível do medo seriam as forças inferiores, e entendendo que estas só nos influenciam quando permitimos, estaria findo o medo, tanto a Deus, quanto ao “Diabo”.

Não acredito em nenhum “reinado” baseado em medo. Medo gera sujeição. Amor gera respeito. E um “reinado” baseado em respeito tem uma longevidade muito maior.

E que assim seja!

Não é bem assim…

Vitrolinha: “How deep is your love – Take that

Já ouvi muita gente dizer que o ambiente gay é promíscuo, e vulgar, e várias outras coisas não muito legais. Tinha até um pouco de receio de freqüentar, devido a tantas referências “menos nobres”.

Eis minha surpresa quando fui numa boate gay pela primeira vez: lá parecia uma boate hétero! Com o único diferencial de que tinham homens beijando homens, mulheres beijando mulheres, e inclusive homens beijando mulheres!

E a história da promiscuidade não é bem assim.

Desde que comecei a frequentar o meio gay, deixei de ir em boates tradicionais. Tinha até me esquecido da forma como funciona por lá.

Quando voltei, fiquei chocado (me amarrota, que tô passado!) com a pose dos homens! Parecia literalmente, um desfile de pompa, cada um tentando passar a imagem mais máscula, de garanhão, enquanto as meninas posavam de boas-moças, recatadas e difíceis. Era um teatro mesmo, com papéis implícitos. Patético!

E lá dentro eu testemunhei a luta entre sexos, todo mundo tentando pegar mais que o amigo… Olhando aquilo, fiquei pensando: “E depois somos nós, gays, os promíscuos…”

Óbvio que essa “característica” não é exclusividade de héteros ou gays. Só acho errado classificar só estes últimos, e relevar hipócritamente aqueles.

Afinal… promiscuidade é do ser humano!

Ou melhor, de ALGUNS seres humanos…