Archive for the ‘ Sessão terapia ’ Category

Que fazer?

Melancólico com Christina Aguilera – You Lost Me

Apesar de estar comigo há oito meses, ele continua a fazer sexo virtual com desconhecidos e procurar por novos contatos pra esse fim. E ele grava essas cenas.

Oito meses. E só recentemente vim a descobrir isso.

E agora? Como é que, depois de todo esse tempo de “Estou com sono, vou pra cama”, hora em que aproveitava pra ir satisfazer seus desejos com outros caras, como eu vou acreditar no que ele diz? Essa sensação de ter sido mentido por tanto tempo, traído, é muito amarga. Logo eu, tão fechado pra todo mundo, quando deixo um entrar, me machuca desse jeito tão… peculiar.

Conversamos, claro. Ele admitiu que acha isso errado e que não quer me perder, e que está disposto a abrir mão desses hábitos. Mas eu posso mesmo acreditar? Como? Como eu vou saber se ele está mesmo comprometido conosco ou se está só ocultando seu vício virtual da minha vista? Tremo, intimamente, toda vez que ele repete “Estou com sono, vou pra cama”.

E fico buscando sinais de que ele está falando a verdade ou mentindo. E os encontro. Músicas iniciadas em alta madrugada, entradas em rede social 2h depois de me dizer que estava indo dormir… Mas e aí? Sou eu que estou sendo paranóico ou ele que abusa da minha confiança?

No fim das contas, nem sei se estou com ele porque o amo ou porque sou carente. Eu gosto dele, mesmo, e não duvido que ele goste de mim. Acho que nosso término seria bastante doloroso pra ele. Mas vai que, depois do estrago feito, eu descubra que gostava mesmo dele, e aí? E se esse término se mostrar doloroso pra mim?

Tantas perguntas e eu não se como agir. Eu não quero ser mais uma daquelas pessoas psicóticas que fica checando cada passo do namorado, mas é nisso que venho me tornando.

Se você já tiver passado por algo parecido e souber me dizer se essa sensação de desconfiança é temporária ou se nunca vai acabar e é melhor eu cair fora de uma vez, por favor, me diz.

Porque, no momento, sou todo ouvidos.

Post “transa de homem”

Trilha do sexo selvagem: Duffy – Warwick Avenue

 

Primeira coisa: NÃO! Eu não abandonei/desisti do blog! É que estou fazendo um “ano sabático” daqui, pra buscar inspiração e largar a preguiça. Os posts virão mais espaçados, mas continuarão vindo.   🙂

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Tirei o nome do post do PRIMEIRÍSSIMO episódio de “Sex and the city” (é, 10 anos de atraso, eu sei), que fala algo sobre isso. Achei o máximo ver as meninas começando a se integrar na personagem… sem contar na IMENSA diferença do que elas estão hoje, né? Muito bom. (Só pra constar, a Samantha é a melhor!)

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Hoje eu vi, mais uma vez, o filme “Le Fabuleux Destin d’Amelie Poulain”. Quem ainda não viu, vai se fuder! Hehe, brincadeirinha… É muito lindo e fofo esse filme, daquele tipo que você fica até mais leve depois que vê. É romântico sem ser meloso. Tem cada detalhe, cada cena, cada sacada do diretor que me deixa bobo. Não vá se iludindo: não tem nada mirabolante/revolucionário/tecnológico não! Mas é a simplicidade que faz a mágica toda no filme. E a trilha merece aplauso de pé, porque é DEMAIS!

Outro filme que eu revi há pouco tempo, e nem me lembrava de quão lindo era, foi “Chocolat” (aquele com a Juliette Binoche e o Johnny Depp). A trilha desse também é incrível de perfeita e a fotografia é impecável. Outro em que “less is more”. Adoro essas visões diferentes dos padrões hollywoodianos…

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A música “Give it 2 me” da Madonna, é tudo de bom. Batida boa do caralho! Destaque pro remix do Paul Oakendorf… esse presta!

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Sabe quem mais é boa pra caralho? A Duffy! Hehe… Destaque pra música que embala esse post e pra outra dela, chamada “Tomorrow”. Procure ouvir, SÉRIO!

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Meu Deus! A Dercy morreu! Minha única certeza era de que a Dercy Gonçalves, a Hebe Camargo, o Cid Moreira e o Russo formavam o quarteto fantástico que testemunhou o Big Bang e ainda estaria entre nós quando tudo isso acabasse… agora que ela morreu, minha vida perdeu o rumo!!!

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ADORO: gente que vem aqui no blog pra me xingar. Hehe, é hilário, né não? O ser humano perde o seu precioso tempo pra vir aqui, me denegrir? Só rindo mesmo…

ODEIO: quando o Du tá afim de A, e A acha o Du feio. Affe, é um saco! E ficar fazendo “a difícil” no msn é um puta exercício de auto-controle. Odeio, odeio, odeio. Caralho! (nossa, que post mais cheio de palavrão! Acho que a Dercy desceu aqui… nhá!)

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Já parou pra pensar que “parar o tempo” e “ser invisível” é mais impossível do que a gente imagina?

Give me a record… and I’ll brake it! Hasta la otra inspiración!

Alma gêmea

Curtindo KT Tunstall – Saving my face

Se tem uma teoria que eu coloco na categoria de “atrasantes da vida” é essa idéia de alma-gêmea. Tudo bem que existem pessoas que dão hiper certo com a gente, mas nem por isso elas são mais ou menos adequadas pra um relacionamento.

O erro da idéia começa quando a pessoa se coloca o rótulo de “metade”. Metade da laranja, tampa da panela, enfim, todos esses conceitos que passam uma idéia de incompletude. MAS VOCÊ NÃO É INCOMPLETO! Cada um tem tudo que precisa pra viver em si mesmo, e pensar algo em contrário só atrapalha a vida. Ouvi uma professora minha defendendo essa tese: “A gente não precisa buscar um complemento, porque a gente já é inteiro. O que é legal é buscar um suplemento.” E acho que é por aí mesmo.

Primeiro que se convencer de que falta uma parte em você não pode ser muito saudável psicologicamente… né? Segundo que se joga uma responsabilidade muito grande no outro. Alguém ter que completar alguém é uma tarefa meio difícil, senão impossível!

Relacionamentos funcionam pelo esforço dos dois que estão envolvidos, e não simplesmente porque um tem ou não tem alguma característica. Desse jeito, alma gêmea seria aquela pessoa com a qual você teria que se esforçar menos para conviver, ou seja, aquela que estimularia mais o seu comodismo. Tá errado, people!

Além disso, grandes chances de crescimento são jogadas fora simplesmente porque um dos dois julga que o outro não é sua alma-gêmea. Oras… quanto mais diferente, maiores as possibilidades de você sair com algo mais dessa relação., né?

E com tanta gente por aí, será que só uma é a perfeita, ideal?

Vamos abrir as cabecinhas pra vida fluir mais gostosa.

E se não houvesse amor?

Listening to Sarah McLachlan – Angel

O post de hoje é muito pessoal e literalmente uma sessão terapia pra mim. Então pra quem não se interessa por essas questões muito íntimas, sinta-se livre pra não ler. No offenses taken. Eu sei que tenho umas posturas MUITO polêmicas… alguns inclusive diriam “problemáticas”. Então se quiser instaurar um debate, fique à vontade. Estou aberto a novas propostas, hehe.

Você nasce naquele ambiente todo especial de carinho e zelo sem fins. Não creio, de verdade, que exista amor nesse ponto ainda. Afinal, ainda que você seja aquela gracinha e tenha se desenvolvido dentro de sua mãe e perto do seu pai, você é uma alma desconhecida, um completo estranho pra todos que vão conviver contigo. O amor nasce da convivência, do cuidado, da preocupação (alguém aí já reparou que o amor só surge quando há alguma forma de sacríficio em relação à pessoa amada? Ótimo tema pra posts futuros. hehe), e tirando os acompanhamentos pré-natais, sua mãe/pai não tiveram um contato tão profundo assim com você.

À medida que você cresce e se desenvolve, aí sim o amor entra em cena. Parece até natural que se os seus pais te amam, você os ama de volta. Ninguém pára pra pensar que esse amor, tão puro e sublime como o amor dos pais aos filhos e dos filhos aos pais, é construído com o tempo e a convivência. Mas e se essa construção não acontece?

Vamos analisar do princípio. Particularmente, acredito que cuidar BEM dos filhos é um dever, uma obrigação dos pais. A escolha deles estava em evitar que este filho fosse concebido (entenda-se encontro de óvulo e espermatozóide), mas a partir do momento em que isso ocorre, eles estão terminantemente vinculados à boa criação daquele ser. Não há nenhum tipo de favor nisso. Pais que não desempenham bem essa tarefa por razões egoístas pagarão por isso no tempo devido. A parte em que entra o favor é justamente do amor. O amor que se dedica aos filhos, isso sim é facultativo. E é isso que faz a diferença entre um “pai” e um “mantenedor”: ambos executam bem a tarefa de sustentar alguém, mas só um deles investe amor na relação.

Falei isso tudo pra dar o meu testemunho agora. Foi recentemente que eu percebi que o meu pai é um mantenedor. Não sei o motivo, afinal ele é bastante carinhoso com meus outros irmãos. Imagino que, inconscientemente, ele saiba que eu seja gay há muito tempo, e por isso foi se afastando. Mas é só um palpite. Ele nunca faltou com suas obrigações: sempre me manteve muito bem, me alimentou e educou adequadamente, enfim, financeiramente ele sempre esteve e está presente. Porém, sua participação na minha vida termina por aí. Ele nunca fez nada que inspirasse amor… nem ao menos simpatia pela sua pessoa. Sou grato a ele, com certeza. Ainda que ele não tenha feito mais do que sua obrigação, eu sei quantos há por aí que nem a isso se prestam. Só que este é o sentimento que eu tenho por ele: gratidão. E gratidão não é amor. Claro que ele pode contar comigo sempre que precisar, mas ele não goza de nenhum respeito além daquele devido a todo e qualquer ser humano.

Além dessa falta de troca de carinho entre nós, a personalidade dele é extremamente incompatível com a minha. Ele faz coisas que me incomodam profundamente, coisas que uma pessoa dita “adulta” já deveria ter sob controle. Ele é extremamente explosivo, mimado, egocêntrico, ignorante em certos aspectos, teimoso e parece que não possui autonomia alguma sobre suas emoções. Não faz o perfil de alguém que eu gostaria de ter como amigo.

Como não foi construída essa relação de afeto entre nós, parece lógico que não haja amor da minha parte para com ele. Pais não são pais eternamente. A partir do momento em que você se torna independente, eles se tornam amigos. Ainda que você dê mais valor às opiniões deles e reserve uma parcela maior de estima, eles só gozam dessa posição privilegiada porque você permite. E permite porque, provavelmente, eles fizeram por merecer essa oferta de carinho. No meu caso, não percebo esse merecimento do meu pai. Nós coabitamos o mesmo lugar, mas somos completos desconhecidos. E, sinceramente, não vejo motivos para mudar essa situação.

O que me deixa intrigado nisso tudo é que parece ser o caminho natural essa ausência de amor filial, tendo em vista o relacionamento que foi estabelecido entre nós. Não sinto culpa ou remorso, nem ódio, raiva ou desprezo. Na verdade, não sei se sinto falta dessa presença paterna ou se algo poderia ser diferente caso “tudo fosse diferente”. Talvez eu tenha me acostumado a vê-lo como apenas fornecedor material do meu crescimento, enquanto minha mãe ofereceu o elemento afetivo.

Maybe I’m wrong… am I? 

Ciclo sem fim

Cantando bonitinho: Víctor e Léo – Vida boa

Meu ciclo de escrita é uma coisa muito estranha. Quem acompanha o blog há um tempinho maior já deve ter percebido que tem períodos latejantes e outros bem áridos de idéias e posts. Agora deixa eu explicar como é isso visto por mim.

Eu sou uma pessoa que não tem muito comprometimento. Com nada. Inicio projetos com uma facilidade tremenda, e terminar não é necessariamente uma obrigação. Isso tem lá suas excessões. Quando interesse alheio está envolvido, me mantenho focado e responsável, mas se são coisas exclusivamente pessoais (como esse blog), chega o tempo em que meu interesse não sobrevive e eu simplesmente abandono. Eu sei o quanto isso é prejudicial, porque eu sei que persistência é fundamental pra conseguir qualquer coisa.

Com relação a blogs isso tá começando a mudar. É um interesse oscilante (melhor do que desistir de vez, né?). Eu não sei exatamente como eu deixo isso ocorrer, mas funciona mais ou menos assim: quando eu começo a escrever, daí dá vontade de escrever pra nunca mais parar. Dá pra ver isso quando eu posto todos os dias. Mas se eu me permito parar de escrever, por dois ou três dias, vem uma preguiça não sei de onde que anula qualquer impulso de retomar a escrita. Me dá preguiça da blogosfera! Daí eu olho os feeds dos blogs que eu acompanho e vejo lá de 7 a 40 posts não-lidos em cada um deles e penso “OMG… Alguém me chicoteia!” (por falar nisso, eu sou viciado em adicionar sites aos feeds. Caraca, é só eu gostar da fonte ou do link ou da cor que já tô lá eu colocando mais um nos feeds. É involuntário! Aí agora tem uma porrada de sites aqui, metade que eu nem sei do que se trata, e cada um deles avisando 745 atualizações… Lexotan? Alguém? PLEEEEASE! <emoticon de desespero>).

Pra voltar a postar é um esforço. Quase um sacrifício, uma obrigação, um parto. Mas logo nas primeiras frases, o prazer volta. E aí o estímulo pra escrita dura uns 10, 15 dias seguidos. Pra depois desse tempo, voltar o saco-cheio, a falta de idéias (é.. bloqueio criativo ocorre demais comigo… affe, NM!). Eu tento equilibriar… diminuir os dias de saco-cheio e extender o período fértil/criativo (nossa.. to me sentindo A lady com TPM, neh? ALOKA!). Talvez até consiga algo constante daqui a um tempo. Já imaginou? Um luxo puro… vários posts por dia, idéias saindo do umbigo, uma fartura digna de feijoada de domingo (agora to pagando de poeta… algum psicólogo pra me ajuda com essas múltiplas personalidades? <emoticon de louco>). Mas ainda não deu.

The point is (adoooooro falar isso. Tá, não FALO porque é muito gay, mas sempre penso, hihi): estou de volta. Minha “ressaca” foi razoavelmente curta dessa vez. Já estive ausente por mais tempo, mas é bom explicar o motivo das ausências periódicas. Ainda que eu adore todos os blogs que leio (se não adorasse, não leria, né?), Internet pesa na minha cútis de vez em quando. Pelo menos tem um lado positivo: até hoje, eu sempre voltei. Quem sabe meu lado desistente esteja começando a morrer 😉 ?

Se é pra morrer, morre logo, desgraça!

Foi por tão pouco…

Jukebox: “No fear – The Rasmus” 

Se a gente parasse pra pensar na quantidade de tempo que perdemos na vida por motivos absolutamente insignificantes, pensaríamos duas vezes antes de nascer.

Seja medo, vergonha, ou qualquer outro desses sentimentos, as experiências que eles nos privam não valem a pena serem desperdiçadas.

Por outro lado, se aproveitássemos todas as oportunidades que nos são oferecidas, já pensou quão rica seria nossa vida? Seríamos seres humanos melhores, lidaríamos melhor com a decepção e a frustração, e aproveitaríamos muito mais o sucesso.

Quer dizer, pense bem! Em boa parte das situações que nós evitamos, o pior que poderia acontecer seria ouvir uma recusa. Mas e ae? O que que uma recusa pode trazer de tão mal?

Acho que boa parte do “fracasso” do mundo atual (sim… fracasso, porque, em certos campos, é muito menos do que devia ser) se deve a justamente isso. Deixar passar os momentos certos de agir.

E a solução é muito simples: é só negar o primeiro impulso de fugir e encarar as situações que nos assustam… bem no estilo “face your fears”. Só assim a gente deixa de existir…

… e passa a viver!

Quem é você?

Ouvindo: “Madonna – Sorry (Confessions Tour Version)”

Perguntinha simples… né?

Mas e se eu disser que não estou perguntando seu nome… nem sua idade… nem sua filiação… nem mesmo qual a sua profissão. Hehe.. agora tá apertando, não é mesmo?

Sempre que nos deparamos com a perguntinha deste post, imediatamente dizemos “Eu sou o Fulano.” Sou filho de X, trabalho na área alfa… tenho Y anos… meus hobbies são… enfim, todas referências externas. Será que nossa identidade precisa mesmo de um aval exterior?

Hoje, principalmente pelo modelo capitalista “de vida”, tendemos a nos definir pelo que fazemos. Você já reparou nisto? Nós nos reduzimos à nossa profissão, como se ela fosse a exata definição do que somos. E isso é um absurdo! Seria o mesmo que um neurocirurgião se reduzir a suas próprias mãos… ou um advogado se sentir perdido longe de um tribunal! E ainda que seja absurdo, acontece com mais freqüência do que imaginamos…

Mas realmente é uma pergunta difícil. Afinal, o que faz você ser você, eu ser eu, e nós sermos diferentes? Nossas experiências? Nosso mundo? Difícil dizer, né?

E talvez seja esse mesmo nosso objetivo no planeta… hehe, seria uma ironia interessante… Nascemos para descobrirmos quem somos! Mas não acho que seja assim… Algo me diz q nosso propósito é maior… e que descobrir nossa essência é só uma conseqüência no caminho.

Claro que é algo importante. Só conhecendo nossos defeitos podemos consertá-los. Mas também não acho que seja algo que mereça uma paranóia.

Deixe acontecer.