Review – Harry Potter e a Ordem da Fênix

 Batendo cabelo com Jzabehl – It’s all about me

 

Harry Potter

É… o filminho do finde foi exatamente esse. Tudo bem, não parece muito ambicioso, mas, no fim das contas, valhe a pena.

Nunca fui fã ardoroso da série, apesar de admitir que esses lances de magia e fantasia sempre me fascinaram bastante (é… eu tenho um livro sobre gnomos até hoje, e ainda dou umas folheadas de vez em quando). E por esse motivo, não animei de ler os livros, mas vi os filmes com prazer.

E é com prazer que eu vejo a evolução deles. Quer dizer, é patente a forma como tudo na trama se desenvolveu desde o primeiro filme. Os personagens são mais profundos, o enredo é mais complexo e, principalmente, não é mais uma história infantil. Alguns inclusive ressaltam o caráter dramático do filme, em detrimento da simples ação. 

Claro que não é uma trama profunda como as obras de Almodóvar, mas traz temas interessantes. Amizade, liberdade, adolescência, conflitos, sentimentos. É um filme que toca todos esses assuntos. Não sei se esse mérito é da escritora ou do diretor, mas sei que a trama foi evoluindo e crescendo junto com o público que angariou em 1997, no lançamento do primeiro livro. Foi uma sacada interessante, porque eu nunca tinha visto nenhum escritor fazer uma série que acompanhasse a compreensão dos leitores, à medida em que eles se desenvolviam. Ou eram séries adultas ou infantis, não havia esse processo de desenvolvimento que J. K. Rowling se utilizou.

O que me intriga é que para o público que acompanha Harry desde a “Pedra Filosofal”, a complexidade de “A Ordem da Fênix” é bastante “digerível”. Afinal, eles esperavam um ano entre um livro e outro. Mas pra uma criança que começa a ler a saga hoje, e que pode ler a série toda em um ano, o quarto ou quinto livros podem ser bastante inapropriados. Então é bom haver uma certa supervisão.

Enfim, não é nada que vá mudar a vida de ninguém. A história é meio lenta, o filme faz muitas referências aos filmes anteriores e quem assiste precisa ter uma certo conhecimento sobre Harry Potter e o que ele já passou, mas os efeitos digitais enchem os olhos. Merece entrar na listinha de “filmes pra alugar”.

É um bom entretenimento.

O entojo

Pro tema desse post, nada melhor que Sorry, by Madonna

É… pra variar, aquela velha Senhora tá querendo dar pitaco onde não é chamada. Começando do princípio: ontem foi dia mundial de combate à AIDS. Estavam planejando várias ações pelo Brasil, e uma delas ia acontecer no Cristo Redentor. Enfim, a Igreja Católica bateu tanto o pé, que o evento aconteceu com algumas restrições. Não puderam ser distribuídas camisinhas, nem podia falar na palavra “prevenção”.

Perae: Igreja Católica = instituição religiosa. Combate à AIDS = segurança pública. Será que a primeira tem MESMO direito de intervir na segunda?

Eu entendo os motivos da Igreja (pelo menos, os motivos divulgados). Realmente, existir uma ferramenta com a qual se possa fazer sexo seguro, incentiva um pouco à pratica sexual desregrada. Só que ela esquece uma coisa: o problema começa antes. É o desvario sexual que exige a existência de uma proteção, e não é a proteção que gera o desvario sexual. Nos tempos em que a gente se encontra, esperar castidade dos jovens é o mesmo que reduzir os métodos anticoncepcionais à tabelinha. Né?

Mas aqui o erro não é da Igreja. Simplesmente por ser a Igreja Católica, já é esperado que ela seja antiquada, retrógrada e inconseqüente (vide Inquisição, Cruzadas e todos os outros “orgulhos” que ela nos deixou). Não se pode deixar a administração de uma casa ao completo julgamento de uma velha caduca! E é isso que o Governo está fazendo: se sujeitando às exigências de quem não tem um mínimo de reflexão crítica ou responsabilidade.

E a gente sabe que uma coisa dessas não pode acabar bem.

Senso de ridículo

Shaking up to Britney Spears – Get naked (I got a plan)

Eu estava assistindo o programa “Saia Justa” da GNT, e elas estavam discutindo sobre o nível de observação dos brasileiros. Eu não sei como funciona em outros países, mas eu sei que aqui no Brasil, realmente a gente repara… e MUITO!

Agora… se as pessoas já sabem que a gente repara, porquê não se prevenir? Quer dizer… é uma discussão complicada, porque, na real, não deveríamos nos preocupar com o que os outros pensam. Mas será que um mínimo de senso de ridículo não faria bem a algumas pessoas?

Por exemplo: não há mal algum em ser um pouquinho acima do peso. Longe de mim impor qualquer estereótipo de beleza a quem quer que seja. Mas, uma vez que você tem consciência de que não está com o corpo à altura de Jennifer Aniston, será que tem que andar de top e “saia cinto” na rua?

Jennifer

Fico “in shock” com a quantidade de gordinhas que saem de casa mostrando com orgulho seus quilos extras. Auto-estima é muito importante, mas quando fere olhos alheios já tá invadindo território proibido, né? Aquela coisa toda escapando por entre os vãos do tecido… OMG!

Vide Britney Spears. Será que ninguém contou pra ela que usar roupas É uma opção? Um erro no VMA, tudo bem. Mas fazer um clipe errando no mesmo ponto? Putz… completa falta de noção! “Querida! Quando você tiver o corpo de 4 anos atrás, a gente tira sua roupa com todo o prazer. Mas até lá, que tal usar uma blusinha? Tem umas tão bonitinhas! Se o corpo não voltar? Bem… não há mal algum em cantar ‘ad eternum’ vestida. Ok, bee?”

Britney Spears

Fica o apelo por um pouco menos de poluição visual.

Reflections

 Singing with Colbie Caillat – The little things

(Ih… o post de hoje vai ser muito grande! Adoraria que vocês lessem e comentassem, mas sintam-se à vontade.) Me perdoem os conformados, mas eu adoro discutir religião. Não pra convencer ou ser convecido de nada. Acho fantástico o simples fato do ser humano parar pra pensar em algo maior que ele. É um oásis em meio a tanto egocentrismo. E debater religião é uma forma de incitar esse pensamento mais elevado.

No primeiro post sobre isso, Chico trouxe uns questionamentos interessantes (leia o comentário pra entender o post… ele é muito baseado no que o Chico disse). Eu ia responder em comentário, mas achei que ia dar um artigo legal. (Obs.: Hoje eu falo sobre o básico. Em outros posts a gente discute cada tema com mais profundidade).

  • Não acho que religiões vieram pra dividir. O ser humano tem tendências separatistas, e as religiões infelizmente estão impregnadas desse caráter, mas o fundamento delas não é exaltar essa divisão, e sim criar uma forma do indivíduo se relacionar com o que ele julga ser maior.
  • Partindo da premissa de que a alma é eterna, ter cometido o erro em 1.900 D.C ou em 10.000 A.C. não faz diferença. Afinal, o que são 50 mil anos pra um tempo infinito? Além disso, disseram que a carta era inexistente. Então o erro pode ser mais recente. (Tese interessante: será que o tempo anula os erros?)
  • Se é lamentável pensar que ele foi punido por algo que fez muito tempo atrás, mais angustiante ainda seria imaginar que ele morreu por ACASO. “Ele teve o infeliz azar de cruzar com esses criminosos, que destruíram sua vida, por simples falta de sorte de estar naquela rua, naquele dia.” Será que só eu percebo o absurdo de imaginar tantos eventos trágicos ocorrendo por simples azar? Se o acaso governa tudo, então nada tem sentido! Injusto é pensar que milhões de crianças morrem de fome e frio, milhares de mulheres são estupradas, bilhões de coisas ruins acontecem, e não há causa pra tudo isso. Isso sim é injusto, essa crença no acaso que é lamentável.
  • É patente que esses países citados (Suécia, Dinamarca, Noruega) estão num grau de evolução diferente do Brasil e dos países africanos. Dá pra ver que os problemas que eles enfrentam são muito diferentes dos nossos. Eu, particularmente, acho que são, sim, mais evoluídos. Mas isso é só um “achismo”, sem fundamento.
  • A questão não é que existem lugares de punição. A questão é que as almas no mesmo estágio evolutivo preferem a companhia umas das outras (você mesmo não prefere estar entre iguais?). Então elas formam grupos. É obvio que as almas que passam por problemas semelhantes podem ajudar umas às outras de um jeito muito mais eficaz. Vide Alcoólicos Anônimos e todos esses grupos de apoio. Não é que o Brasil está predestinado a ser um lugar de punições. É que as almas em punição preferem se aglomerar aqui (e se todos nós somos brasileiros, nossa situação não é diferente).
  • Além disso, forçar uma alma atrasada a conviver com almas evoluídas traria desconforto pra ambas as partes. Imagine como se sentiria a Tati Quebra-Barraco na presença da Princesa Diana! Se esse desconforto existe quando a diferença é simplesmente material, dá pra ter uma idéia de como deve ser quando a diferença é espiritual, né?
  • “Então prá(sic) que votar, ser honesto por um Brasil melhor, se aqui é a terra das punições?” Bom… não é porque você tá na lama que tem que agir como porco, né? O Brasil vai melhorar quando as almas que vivem aqui decidirem DE VERDADE que desejam algo melhor. Enquanto a situação for “tá ruim, mas tá bom”, vai continuar assim do jeito que está. Perceba só como estamos todos no mesmo nível: todo mundo reclama da violência pública. Mas quando alguém te fecha no trânsito, você não buzina e xinga? Apesar de reclamar da corrupção no governo, quantas vezes você já furou uma fila? Claro que são níveis diferentes, mas a essência do erro é a mesma. A sociedade só extravaza o que cada um de nós faz de pouquinho em pouquinho.
  • A evolução é individual. Então se você faz a sua parte, com certeza receberá a sua recompensa, independente de onde se encontra. Make no mistakes: os criminosos suecos sofrerão do mesmo tanto que os criminosos brasileiros.
  • A lei de causa e efeito  é, realmente, a Lei do Talião (olho por olho, dente por dente). Mas tem um foco diferente. Na Lei do Talião, VOCÊ é o veículo da justiça para o OUTRO (o outro te rouba, você corta a mão do outro). Na Lei de causa e efeito, cada um é seu próprio veículo de justiça (e, portanto, cada um caminha no seu próprio ritmo).
  • “Divino seria um ser desencarnado, que foi muito mal, voltar e se tornar um rico e honesto empresário milionário e gerar milhares de empregos. Isso sim é reencarnação com um objetivo de ajuda ao próximo.” Aí a gente esbarra em outra questão: o livre-arbítrio. O indivíduo que que ser “muito mal” tem o direito de ser assim. Aqui cabe uma analogia interessante: não adianta quantas vezes você disser pra uma criança “Não coloque os dedos na tomada.”, ela só vai aprender que não pode quando enfiar os dedos na tomada e descobrir que aquilo é ruim. O mesmo acontece com as pessoas “muito más”. Elas precisam descobrir por si mesmas que o mal não compensa e que só traz sofrimento. Enquanto o indivíduo não estiver preparado pra esse entendimento, de nada adianta dizer que o mal é ruim.
  • Outro princípio fundamental: morte não muda ninguém. Se você é “malzinho” encarnado, será “malzinho” quando desencarnar. Então não tem como o desencarnado “muito mal” se transformar em uma pessoa “honesta” por passe de mágica. Pode até ser que essa alma venha numa próxima encarnação como uma pessoa milionária. Mas daí a ser um “honesto empresário e gerar milhares de empregos”, só vai depender da vontade dela. Toda reencarnação tem o objetivo de ajudar o próximo (o que é, no fim das contas, ajuda a nós mesmos). Nós que não seguimos esse objetivo (graças ao livre-arbítrio).
  • Aí você pode pensar: “Poxa… mas então o livre-arbítrio só nos atrasa!”. Pode ser… mas se Deus quisesse que fôssemos todos perfeitos, nós seríamos, né? The point is: se Deus nos faz perfeitos, o mérito disso é Dele. Se nós nos aperfeiçoamos por vontade própria, o mérito é nosso. 😉
  • Nem todo mundo que morre em um mesmo evento cometeu erros entrelaçados e/ou conexos. Pode ser que sim, mas pode ser que não. Um enfarto pode ter inúmeras causas, desde simples exaurimento da energia vital até um suicídio indireto. No fim das contas, isso nem nos interessa… Diz respeito exclusivamente àquela alma, e ela entende (ou entenderá) o porquê das provas que passou.

Ufa… hoje foi demais! Hehe… e os comments discordantes (e concordantes também) ganharão um post de resposta, só pra tornar o debate mais rico.

Pense nisso.

Once again

Rocking with Jennifer Lopez – Do it well

Eu já falei sobre isso aqui no blog uma vez, mas estou precisando falar de novo. Nesse fim de semana teve uma mega festa aqui na cidade. Não costumo freqüentar festas hétero, mas eu fui. E raxei de ver a forma como os homens se comportam perto das mulheres.

Foi até meio chocante. Teve uma hora em que um grupo de 4 ou 5 caras fechou em uma rodinha em volta de duas meninas e eles ficavam rodando pra ver quem ia beijar as garotas. Caraca! Sem falar no approach super delicado de outros. Os caras seguravam no braço das meninas e iam chegando com a boca, como se estivessem num bebedouro público. Quando conseguiam o beijo, continuavam cada um pro seu lado, sem “qual seu nome” nem “boa noite”. Putz… Eu nunca vi nada desse tipo numa boate gay.

E os gays que são promíscuos.

I need to get away

 Twisting and shouting: Lenny Kravitz – Fly away

Eu quero viajar. Tem pouco tempo que descobri que gosto disso, mas agora eu tenho uma vontade incontrolável de sair daqui. Sinto que tem tanta coisa acontecendo mundo afora, e eu estou perdendo tudo isso.

Tem várias coisas que prendem você em um lugar. Trabalho, namoro, amigos, família, compromissos, dinheiro. Todas essas coisas têm um certo caráter “escravizante” do indivíduo, porque uma vez que você as tem, fica difícil abrir mão. Mas atualmente, isso não parece tão difícil pra mim.

Eu imagino minha vida como viajante, e me parece que fico feliz assim. Viver de mudanças, trabalhando em empregos temporários, sem criar raízes num só lugar, sendo um cidadão do mundo; mas aproveitando a vida, e não deixando ela se aproveitar de mim. Eu nunca fiz nada no estilo, provavelmente muito do que eu imagino seja ilusório, mas ainda assim parece muito interessante. Mais interessante do que estabelecer minha vida num lugar só.

Por outro lado, fico pensando se isso não é só um jeito de escapar ao medo do fracasso. Porque é óbvio que eu fico pensando “Putz… e se eu não arrumar um emprego bom? E se eu não tiver dinheiro pra viver? E se eu for um fracasso?”. Então pode ser que, inconscientemente, viajar seja uma forma de escapar a tudo isso.

Só sei que eu quero sair um tempo. Conhecer outras pessoas, outros lugares, outras posturas diante da vida. Tudo isso me parece rico demais pra ser relevado em decorrência de um emprego ou de uma vida estável. Infelizmente (ou felizmente), só vou poder matar essa vontade daqui a dois anos, quando acabarem meus cursos. Esse tempo vai se bom pra avaliar direitinho essa vontade.

Se tudo der certo, tô indo embora logo!

P.S.: NOVIDADES!!! Agora aí na barra lateral tem a categoria “Path to heaven”. Nela, vou exibir orgulhoso todos os prêmios que eu já recebi! Os ícones não estão aparecendo e eu não sei porquê, mas assim que eu descobrir, eles aparecem rsrsr. E clicando neles, vai pra página que me deu o prêmio… Olha que gracinha, hehe.

Descontrole

Ao som de Kings of Convenience – I’d rather dance with you

Me desculpe o sumiço. Eu sei que eu devia estar mais presente, mas tá complicado. Até hoje, sempre foi fácil levar as duas faculdades, mas esse semestre parece que veio toda a complicação em uma semana só! Muitos trabalhos, muitas provas, muitas aulas, muitos compromissos e pouquíssimo tempo pra mim.

Odeio profundamente essa sensação de estar alheio à minha própria vida, mas é desse jeito que tô me sentindo. Sabe quando cada minuto do seu dia tem que ser cronometrado pra dar tempo de fazer tudo nas 24h? Odeio isso. A toda hora que paro pra pensar, eu devia estar em algum outro lugar, ou fazendo alguma outra coisa além de “parar pra pensar”. Até o sono, tão sagrado pra mim, está sofrendo cortes na prioridade. É isso que dá querer dar uma de gostosão com dois cursos.

Aiai… só mais um mês!